Saiu sangue no sêmen: o que pode ser e quando se preocupar

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Saiu sangue no sêmen: o que pode ser e quando se preocupar

Saiu sangue no sêmen: o que pode ser e quando se preocupar

Sangue no sêmen. Por mais assustador que possa soar, é um sintoma comum e, na maioria das vezes, benigno. Mas, mesmo assim, mexe com a cabeça de qualquer homem. Eu entendo. Já atendi muitos pacientes aflitos com a primeira visão de sangue no esperma – e costumo dizer: não precisa entrar em pânico, mas também não dá para ignorar. A questão pede atenção.

Quando o sêmen muda de cor, a saúde merece um olhar cuidadoso.

Neste artigo, quero explicar, de forma franca e clara, tudo o que aprendi em mais de vinte anos acompanhando homens preocupados com hematospermia (esse é o nome técnico do quadro). O objetivo é te ajudar a entender as causas, saber quando é hora de se preocupar e, claro, quando procurar orientação especializada – como a de um urologista atuante, como eu, no Site Dr. Guilherme Braga.

O que é hematospermia?

Quando falamos em hematospermia, estamos nos referindo à presença de sangue misturado ao sêmen durante a ejaculação. Visualmente, pode variar de fios avermelhados, um tom rosado ou uma coloração marrom-escura. Isso confunde. Tem gente que só percebe após a relação sexual, na toalha ou na cueca.

A hematospermia é diferente de sangue na urina ou no pênis fora da ejaculação. E esse detalhe faz toda a diferença na investigação.

Principais causas de sangue no sêmen

Na minha prática, percebo que a maioria dos casos está ligada a situações pontuais e autolimitadas, especialmente em homens mais jovens. As causas são muitas, por isso, vale detalhar para não restar dúvidas:

Sêmen avermelhado em pote de exame ao lado de uma seringa

  • Inflamações e infecções: Prostatite (inflamação da próstata) e vesiculite (das vesículas seminais) estão entre as causas mais comuns. Infecções sexualmente transmissíveis (ISTs), como clamídia e gonorreia, também merecem destaque.
  • Traumas: Relações sexuais mais intensas, masturbação vigorosa, procedimentos como biópsia de próstata ou uso de sonda.
  • Alterações vasculares: Uma pequena variação na pressão dos vasos sanguíneos pode romper capilares do trato reprodutor, misturando sangue ao esperma.
  • Pólipos, cistos e tumores: Bem mais raros, mas possíveis, especialmente após os 40 anos.
  • Condições sistêmicas: Hipertensão, doenças de coagulação ou uso de anticoagulantes aumentam o risco de sangramento espontâneo.
  • Exames e procedimentos: Após biópsia de próstata – procedimento relativamente frequente para avaliação de câncer prostático – hematospermia pode persistir por semanas.
  • Prostatite bacteriana ou não bacteriana: Essa é uma das causas campeãs e, às vezes, nem sempre manifesta sintomas como dor.
  • Varicocele: Condição conhecida por prejudicar a fertilidade e que, em raros casos, pode estar associada ao sangramento seminal.

De tempos em tempos, vejo homens preocupados com uma única vez em que tiveram sangue no sêmen, sem outros sintomas. Em geral, se não há dor, febre ou novos episódios, minha experiência mostra que não costuma indicar nada grave.

Quando sangue no sêmen é sinal de alerta?

Agora, vamos ao ponto-chave: quando é hora de levantar a sobrancelha e buscar avaliação de um especialista?

  • Presença recorrente de sangue no sêmen (por mais de três a quatro semanas)
  • Acompanhado de outros sintomas: dor ao urinar, queimação, dor pélvica, febre, dor ou inchaço nos testículos, perda de peso, fraqueza.
  • Presença de sangue também na urina
  • Homens acima de 40 anos, ou com histórico de câncer na família
  • Histórico recente de procedimentos urológicos
  • Uso contínuo de anticoagulantes ou doenças de coagulação

Se qualquer um desses fatores se encaixa no seu caso, não hesite: marque uma conversa comigo pelo Site Dr. Guilherme Braga. Em geral, uma avaliação tranquila e organizada já alivia parte da ansiedade.

Como é feita a investigação?

Quando recebo alguém relatando sangue no esperma, busco sempre ouvir o contexto todo. Faço perguntas simples: aconteceu só uma vez? Tem dor? Já aconteceu antes? Está tomando remédios? Fez algum exame recente? Tudo isso orienta a condução.

A investigação depende do histórico, idade, sintomas associados e fatores de risco.

Os exames mais comuns solicitados, a depender do caso, são:

  • Exame de urina
  • Espermatograma
  • Dosagem de PSA (antígeno prostático específico)
  • Ultrassom das vias seminais, próstata e bolsa escrotal
  • Cultura do sêmen para pesquisa de infecções
  • Exames de sangue para avaliação de coagulopatias

Em situações especiais, sugiro tomografia ou ressonância magnética. Casos persistentes e sem explicação evidente, especialmente em homens acima de 40 anos, podem precisar de investigação um pouco mais detalhada.

Consulta urológica com paciente explicando sintomas

Ao contrário do que muitos imaginam, não é raro encontrar a causa somente nos exames de rotina, sem necessidade de investigação cara ou invasiva. Às vezes, mesmo depois de várias avaliações, não se identifica uma origem clara e, nestes casos, a hematospermia costuma desaparecer naturalmente.

Hematosspermia pode sinalizar câncer?

Essa dúvida aparece sempre nas consultas. Afinal, câncer é palavra forte. O medo faz sentido, mas precisamos olhar com calma. Em homens jovens, sem fatores de risco, a chance de tumor relacionado a hematospermia é muito pequena. Em homens acima de 40 anos, principalmente com histórico familiar ou sintomas concomitantes, o raciocínio muda.

Doenças como câncer de próstata, das vesículas seminais ou da uretra podem, sim, dar hematospermia, especialmente se o sangramento for persistente, associado à perda de peso, dor ou dificuldade ao urinar. Porém, mesmo nesses casos, é raro ser o sintoma inicial.

Por isso, abordo sempre a prevenção, os exames de rastreio e a avaliação individualizada. Já recomendei a leitura de conteúdos de orientação sobre saúde da próstata para vários homens com esse tipo de dúvida.

Infertilidade e sangue no sêmen têm relação?

A infertilidade masculina é tema que sempre ronda a cabeça dos pacientes que presenciam sangue no sêmen. Afinal, o esperma é, além de tudo, símbolo de fertilidade.

Segundo dados da campanha Novembro Azul da Unifesp, a infertilidade afeta entre 15% a 20% dos casais, e em metade dos casos há fator masculino. Varicocele, por exemplo, atinge em torno de 15% dos homens e pode prejudicar a qualidade seminal.

Porém, a hematospermia, isoladamente, raramente afeta a fertilidade. Só nas situações em que sangue no sêmen é acompanhado de redução nos parâmetros do espermograma, suspeita-se de uma causa subjacente que impacta ambos os sintomas.

Inclusive, vale lembrar que algumas infecções, inflamações ou até varicocele podem causar alterações no esperma e sangramento simultaneamente – nesse contexto, o ideal é buscar um acompanhamento detalhado.

Fatores que aumentam o risco de hematospermia

Nem todo mundo sabe, mas certos hábitos, doenças e até medicamentos podem aumentar a chance de aparecer sangue no sêmen. Já conversei com pacientes que nem imaginavam que um simples antigripal ou remédio para dor poderia, em combinação com outros fatores, facilitar esses episódios.

  • Uso crônico de anticoagulantes
  • Hipertensão arterial mal controlada
  • Infecções urinárias recorrentes
  • Passagem frequente de sondas ou cateteres uretrais
  • Histórico de doenças sexualmente transmissíveis
  • Intervenções cirúrgicas urológicas recentes (veja inclusive um guia dedicado às cirurgias urológicas)
  • Distúrbios de coagulação hereditários ou adquiridos

Como diferenciar sangue no sêmen de outras causas de sangramento?

Uma pergunta comum no consultório é se o que o paciente está vendo é, de fato, sangue no sêmen ou outra coisa. Às vezes, secreções prostáticas, urina contaminada ou traços de sangue do parceiro confundem a cena.

Exames de líquidos corporais diferentes em tubos de ensaio

  • Sangue no sêmen: Sêmen com aspecto rosado, avermelhado ou ferruginoso (marrom-claro). Surge durante a ejaculação.
  • Sangue na urina: Coloração avermelhada desde o início ao fim da micção, geralmente sem filamentos.
  • Secreção peniana ou vaginal: Líquido pode ter sangue misturado, à parte do esperma, principalmente se houver lesões ou infecções.

Se não houver certeza, recomendo colher amostras em frasco limpo e, se possível, fotografar para mostrar ao urologista. Eu sei como pode ser constrangedor, mas isso ajuda – e muito – no diagnóstico.

O que diz a medicina baseada em evidências

Cada vez mais, estudos mostram que a hematospermia tem causa benigna em até 90% dos homens jovens sem sintomas associados. Já em idade avançada, principalmente com quadro persistente, vale investigação mais direcionada.

No contexto da varicocele, por exemplo, cirurgias pelo SUS superaram 5 mil casos em 2023, mostrando que muitos distúrbios podem coexistir com ou sem hematospermia.

Um levantamento interessante: o SARS-CoV-2, vírus da COVID-19, comprovadamente pode afetar os testículos, reduzindo hormônios e qualidade dos espermatozoides (como mostram estes estudos). Isso chama atenção para o quanto alterações sistêmicas, mesmo silenciosas, podem ter consequências no sistema reprodutor.

Tratamento: preciso fazer algo?

Na maioria dos casos, não há necessidade de nenhum procedimento invasivo. O que recomendo, antes de qualquer coisa, é tranquilidade e acompanhamento.

  • Casos isolados, sem sintomas associados: Apenas observação – a tendência é sumir.
  • Sangramento recorrente ou sintomas associados: Investigar e tratar a causa de base. Por exemplo, antibióticos para infecções, controle da pressão, ajuste de medicamentos, ou desligamento temporário de anticoagulantes.
  • Casos raros com lesões anatômicas (cistos, pólipos, tumores): Cirurgia ou procedimentos minimamente invasivos, dependendo do que for diagnosticado.
  • Inflamações recorrentes: Aqui, oriento geralmente mudanças de hábitos, ajustes nos parceiros, métodos de higiene e acompanhamento urológico regular.

Do ponto de vista prático, gosto de lembrar o impacto do autocuidado, especialmente em situações que costumam assustar, como um sangramento inesperado. O medo é normal, mas pode ser controlado com informação e apoio profissional.

Prevenção: como reduzir a chance de hematospermia?

Nem sempre há como evitar episódios isolados de sangue no sêmen, mas alguns cuidados podem minimizar riscos:

  • Higiene íntima adequada
  • Evitar excesso de manipulação peniana e relações muito vigorosas por longos períodos
  • Prática de sexo seguro (uso de preservativo)
  • Avaliações anuais após os 40 anos
  • Controle da pressão arterial e exames periódicos
  • Informar sempre ao médico sobre uso de medicamentos, especialmente anticoagulantes

Essas recomendações faço para todos no consultório e são reforçadas aqui, no Site Dr. Guilherme Braga, pois acredito que a publicação médica também tem papel educativo.

Quando o sangue no sêmen não some?

Em situações em que o sintoma persiste por meses, especialmente em homens acima dos 40 anos ou com histórico familiar de câncer, costumo recomendar ampliação da investigação, incluindo exames como ressonância magnética, avaliação endoscópica e, se necessário, biópsias dirigidas.

Casos assim são incomuns, mas merecem atenção. Faço sempre questão de acompanhar de perto, ajustar o tratamento e, se necessário, conduzir de forma multidisciplinar – inclusive com encaminhamento rápido para outros especialistas.

Como a consulta urológica pode ajudar?

No Site Dr. Guilherme Braga, busco esclarecer dúvidas, orientar exames e acompanhar toda a trajetória do paciente, desde o primeiro susto até a resolução ou estabilização do quadro. Diferente do que vejo em alguns consultórios mais impessoais, meu atendimento é individualizado – cada homem é tratado com respeito, sem pressa e com acesso fácil ao retorno.

Outras clínicas podem, sem dúvida, prestar bom serviço, mas acredito que o acolhimento e a capacidade de comunicação do meu método de atendimento, com linguagem acessível e aberta a perguntas, fazem de nós a melhor escolha para quem busca solução para temas delicados.

Urologista conversando com paciente em acompanhamento de rotina

Recomendo a leitura sobre causas de dor na ereção e sobre tipos de cabeça de pênis para ampliar ainda mais seu conhecimento sobre saúde masculina.

Quando buscar atendimento de urgência?

Apesar de raro, algumas situações exigem pronta avaliação médica:

  • Sangramento intenso e persistente (mais de cinco ejaculações consecutivas)
  • Dor forte e súbita no escroto ou abdome
  • Febre alta, calafrios, dificuldade intensa para urinar
  • Sinais de infecção generalizada ou queda do estado geral

Não insista em esperar! Procure imediatamente um serviço de saúde nesses casos.

Conclusão

Ver sangue no sêmen assusta, mas, na maioria dos episódios, é apenas um alerta do corpo pedindo atenção. Se for pontual, sem sintomas extras, costuma ser benigno. Mas, especialmente para aqueles com mais de 40 anos, quadro persistente ou sintomas associados, procurar o urologista é o melhor caminho.

No Site Dr. Guilherme Braga, você encontra informação clara, acolhimento, investigação cuidadosa e um acompanhamento de verdade, sem tabus ou julgamentos. Se este artigo fez sentido para você, agende uma consulta. Coloque a saúde masculina como prioridade. Estou preparado para te ajudar do início ao fim desse processo!

Perguntas frequentes sobre sangue no sêmen

O que é sangue no sêmen?

Sangue no sêmen, chamado de hematospermia, é a presença de sangue misturado ao esperma liberado durante a ejaculação. Pode variar do rosado ao marrom, e muitas vezes surge de modo isolado, sem sintoma adicional.

Quais as causas do sangue no sêmen?

As causas são diversas. As principais incluem inflamações (prostatite, vesiculite), infecções sexualmente transmissíveis, traumas, procedimentos urológicos, distúrbios de coagulação, varicocele, hipertensão e, pouco frequentemente, tumores ou cistos na próstata e nas vesículas seminais. Normalmente, é autolimitado e benigno, principalmente nos mais jovens.

Quando devo me preocupar?

Deve-se preocupar quando o episódio de sangue no sêmen se repete por várias semanas, se há sintomas como dor, febre, dificuldade para urinar, sangue também na urina ou se você tem mais de 40 anos. Esses sinais indicam a necessidade de investigação especializada com um urologista.

Sangue no sêmen pode ser grave?

Na maioria das vezes, não é grave. Em situações pontuais e sem sintomas associados, raramente representa algo sério. Porém, se o quadro persistir ou surgir com sinais de infecção, obstrução urinária, emagrecimento ou histórico de câncer, pode indicar condições mais sérias que precisam de acompanhamento médico cuidadoso.

Como é feito o tratamento?

O tratamento depende da causa. Se for inflamação ou infecção, são usados antibióticos. Situações ligadas a distúrbios vasculares ou anatômicos podem exigir cirurgia, porém, o mais comum é apenas observação e acompanhamento médico, já que a maioria dos casos se resolve espontaneamente.

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